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Dia da Resistência Não-Violenta

Data comemorativa: 20 de Fevereiro   ONU
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A Resistência Não Violenta (ou Ação Não Violenta) é a prática de exercer uma força para atingir uma meta sóciopolítica através de um protesto simbólico, de não cooperação económica ou política, de desobediência civil e outros métodos, sem o uso da violênc


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Dia Mundial da Resistência Não Violenta

 

 

 

A Resistência Não Violenta (ou Ação Não Violenta) é a prática de exercer uma força para atingir uma meta sóciopolítica através de um protesto simbólico, de não cooperação económica ou política, de desobediência civil e outros métodos, sem o uso da violência.

 

A Resistência Passiva é uma variedade de resistência não violenta, e é um termo usado, às vezes, de forma imprecisa como um sinónimo da mesma. Isto implica a resistência por inércia ou de conformidade não  enérgica, em oposição à resistência por atividade de antagonismo. Satyagraha é uma refinada variedade de resistência não violenta desenvolvida por Mohandas Gandhi.

 

Trata-se de uma iniciativa voltada para a educação para a paz, solidariedade e respeito pelos Direitos Humanos.

 

 

Gandhi, também chamado Mahatma (que significa "grande alma", "alma iluminada"), nasceu na Índia, em 1869.

 

Mahatma Gandhi foi um dos maiores líderes pacifistas da História, levando multidões a conhecer e a praticar o significado da não violência, na sua luta pela independência da Índia. Certa vez, o líder indiano comentou: “Posso até estar disposto a morrer por uma causa, mas nunca a matar por ela!”.

 

Quando, em certos momentos, a violência começou a manifestar-se entre os indianos, Gandhi praticou o jejum, por duas vezes, colocando em risco a sua própria vida, com o objetivo de sensibilizar os seus seguidores a não fazer uso da violência.

 

Gandhi, depois de estudar Direito em Inglaterra, foi trabalhar para a África do Sul como advogado. Lá começaram as suas primeiras ações de protesto não violento contra o racismo, baseadas na resistência pacífica e na não cooperação com as autoridades.

 

Ao fim de anos de luta, e depois de ter conseguido algumas melhorias para a comunidade indiana na África do Sul, decidiu voltar ao seu país de origem - a Índia - e lutar pela sua independência. O país era uma colónia do Império Britânico. Graças aos seus esforços, a Índia conquistou a independência em 1947.

 

Os procedimentos e as formas de luta que Ghandi propôs e utilizou foram manifestações pacíficas, diálogos, testemunhos, petições, marchas, jejuns, greves de fome, orações e cooperação com os mais oprimidos.

 

Gandhi teve grande influência entre as comunidades religiosas hindus e muçulmanas da Índia.

 

Apesar de ter sido nomeado cinco vezes entre 1937 e 1948, ano em que foi assassinado por um hindu radical, o pacifista que enfrentou o poder da Inglaterra nunca recebeu o prémio Nobel da Paz. Décadas depois, no entanto, o erro foi reconhecido pela comissão organizadora do prémio.

 

 

Entretanto, trabalhar pela cultura da Não Violência nas escolas é um objetivo fundamental da ONU visando que as crianças e adolescentes possam aprender a valorizar princípios como o respeito, a tolerância, o diálogo e a solidariedade, porque a cultura da Paz faz-se nas pequenas ações do dia a dia.

 

Outro objetivo é fazer desta causa e ideal uma referência nas sociedades através de pequenas ações individuais mais pacíficas, lembrando que ser pacífico não é ser passivo, é agir de forma coerente e firme, norteados pelos ideais de rejeição de qualquer forma de violência.

 

Como outras estratégias de mudança social, ações de não violência podem surgir de diversos modos e graus. Elas podem incluir, por exemplo, uma variedade de formas como a guerra de informações, protesto artístico, lóbi, resistência à impostos, boicotes ou sanções, combate legal/diplomático, sabotagem de materiais e equipamentos,etc.

 

Alguns especialistas em não violência referem que muitos movimentos adotaram métodos de ação não violenta pragmáticos como uma maneira eficaz conseguir objetivos sociais ou políticos, distinguindo os métodos da ação não violenta daqueles de características morais da não violência ou dos outros de não dano.

 

 





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