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Governo Dilma é "cúmplice" de "mercado partidário", afirma Serra

09 de Outubro de 2013
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O ex-governador José Serra (PSDB) classificou nesta quarta-feira (9) as trocas de partidos das últimas semanas de "mercado partidário"...


 Publicado por Felipe Bächtold de Porto Alegre em A FOLHA DE SÃO PAULO

O ex-governador José Serra (PSDB) classificou nesta quarta-feira (9) as trocas de partidos das últimas semanas de "mercado partidário" e disse que o governo Dilma Rousseff é "cúmplice" dessa prática.

O tucano afirmou que "não lembra" de nada parecido com a situação ocorrida antes do último sábado (5), quando terminou o prazo para filiações visando as eleições de 2014. Com os registros obtidos pelos partidos Solidariedade e Pros (Partido Republicano da Ordem Social), dezenas de deputados trocaram de legenda na semana passada.

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"Tempo de televisão no Brasil e verba do fundo partidário viraram mercadoria. É um acinte à nossa democracia", disse a jornalistas. Serra está em Porto Alegre (RS), onde ministrou uma palestra em uma federação de comércio.

Questionado sobre a possibilidade de concorrer à Presidência em 2014, Serra citou o exemplo do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, que definiu sua candidatura meses antes da votação em 2007, para afirmar que não vê a necessidade de precipitação.

Serra
José Serra chega à missa de sétimo dia de Roberto Civita, presidente do conselho de administração do Grupo Abril, na praça Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo
 
Disse ainda que o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, já declarou que a decisão sobre a candidatura tucana só ocorrerá em março e criticou a antecipação da corrida eleitoral.

"No Brasil, virou uma doença. O primeiro vírus quem botou foi o [ex-presidente] Lula. É uma tremenda antecipação [da campanha]." Serra afirmou que a oposição "não merece" a nota máxima, mas fez a ressalva de que "não é fácil" ser oposicionista no país. "Não dou nota cem. E não estou me excluindo."

Sobre a ida da ex-senadora Marina Silva para o PSB de Eduardo Campos, o tucano afirmou que o movimento foi "extremamente inesperado". "Quem acha que sabe o que vai acontecer no ano que vem não está compreendendo nada. As coisas estão realmente bastante indefinidas."





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