O texto discute a preocupante tendência de órgãos soberanos do Estado brasileiro, especificamente o Poder Judiciário e o Poder Legislativo, buscarem mecanismos de “blindagem” institucional. O autor, Sergio Tamer, examina a tentativa do Legislativo de formular a polêmica “PEC da blindagem,” que falhou, e a subsequente medida do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do ministro Gilmar Mendes, de restringir a legitimidade para propor o impeachment de seus ministros apenas ao Procurador-Geral da República. Essa restrição é vista como uma resposta ao temor de que uma oposição majoritária no Senado Federal após as eleições de 2026 possa tentar destituir membros da Corte. Em contraste com essas “blindagens” políticas e jurídicas, o artigo ressalta que a população brasileira é quem realmente necessita de proteção contra a violência urbana descontrolada, buscando a blindagem de forma literal e privada. O autor conclui que essa busca por proteção institucional e a insegurança pública refletem uma fase de incertezas e imaturidade política no país.
🕛 6 de março de 2026