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Notícia

Centro de Estudos Constitucionais e de Gestão Pública

Nem nos países capitalistas isso ocorre: o povo brasileiro é o mais extorquido pelo capital financeiro do que qualquer outro do mundo.

Esses dados de juros e inadimplência são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.


No caso do direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), a inadimplência ficou estável para as empresas (0,7%) e subiu 0,1 ponto percentual para as pessoas físicas (1,8%).

 
A taxa de juros do crédito direcionado para as famílias subiu 0,8 ponto percentual para 10% ao ano. Para as empresas, houve alta de 0,7 ponto percentual para 10,2% ao ano.

O BC também informou que o endividamento das famílias em junho correspondeu a 45,8% da renda acumulada nos últimos 12 meses. O resultado é 0,3 ponto percentual menor do que em maio (46,1%). Ao se desconsiderar o endividamento com financiamento imobiliário, o percentual de endividamento ficou em 27,1%, queda de 0,3 ponto percentual em relação a maio.

O saldo total das dívidas das famílias nos empréstimos bancários chegou a 3,110 trilhões, em julho, com alta de 0,3% em relação a junho. Notem que se comparado ao PIB de 4,8 trilhões, as famílias brasileiras estão devendo 65% de toda riqueza produzida no país durante um ano.

Conclusão: a economia está em crise, porém o capital financeiro continua acumulando e concentrando as riquezas produzidas no país.



 

Fonte – Noticias do BFD