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BREVE HISTÓRIA DAS UNIVERSIDADES, por Antônio Augusto Ribeiro Brandão

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A Universidade de Salamanca, na Espanha, fundada em 1218, é a mais antiga da Europa e uma das mais antigas do mundo; é a mais antiga de toda a Península Ibérica e foi a primeira a receber esse status. Foi pioneira em diversos estudos destacando-se o de viabilidade do projeto de Cristovão Colombo, que culminou com a descoberta da América…

*Antônio Augusto Ribeiro Brandão

A gênese do processo de criação da primeira universidade pode ter tido origem na Academia fundada pelo filósofo grego Platão, em 387 a.C, no bosque de Academos (ou Academus), próximo a Atenas.  Lá se aprendia filosofia, matemática e ginástica, embora cada pensador tivesse sua escola de conhecimentos repassados aos seus seguidores.

As primeiras universidades foram fundadas na Itália e na França, para os estudos de direito, medicina e teologia; antes existiram outras no mundo islâmico, sendo a mais famosa, no Cairo; a Universidade de Coimbra, a mais antiga de Portugal, foi inicialmente fundada em 1290, e está entre as dez mais antigas da Europa, em funcionamento contínuo.

Outras universidades antigas e também famosas merecem destaque:

Universidade de Bolonha, na Itália, fundada em 1088, famosa por suas escolas de Humanidades e Direito Civil, e por onde passaram Dante Alighieri e Francesco Petrarca;

Universidade de Paris, na França, fundada em 1090 ou 1170, a partir da escola da catedral de Notre-Dame, tendo São Tomás de Aquino sido um dos seus professores, e desde 1970 dividida em treze universidades autônomas, destacando-se a Panthéon-Sorbonne, a Sorbonne Nouvelle, a Paris-Sorbonne e a Paris-Nord;

Universidade de Oxford, na Inglaterra, eterna rival da universidade de Cambridge, fundada em 998 ou 1096 e dedicada a pesquisas pública e educacional, com cerca de 40 Colégios espalhados pela cidade que lhe empresta o nome. Entre seus famosos frequentadores destacam-se presidentes, estadistas e intelectuais: Bill Clinton, Tony Blair, Benazir Bhutto e Oscar Wilde. Por mais de 800 anos foi o berço da realeza;

Universidade de Cambridge, no Reino Unido, eterna rival da universidade de Oxford, fundada em 1209, uma das mais importantes e a segunda mais antiga ainda em funcionamento no país; produziu o maior número de ganhadores do prêmio Nobel do que qualquer outra universidade do mundo; homens que mudaram o curso da história foram por ela diplomados, destacando-se Isaac Newton, e associados como o naturalista Charles Darwin, o economista John Maynard Keynes, o filósofo e matemático Bertrand Russell. Em 2010, foi considerada a melhor universidade do mundo;

Universidade de Salamanca, na Espanha, fundada em 1218, é a mais antiga da Europa e uma das mais antigas do mundo; é a mais antiga de toda a Península Ibérica e foi a primeira a receber esse status. Foi pioneira em diversos estudos destacando-se o de viabilidade do projeto de Cristovão Colombo, que culminou com a descoberta da América. Foram seus alunos e professores várias personalidades: Hernán Cortés (conquistador do México), Giulio Raimundo Mazzarini, mais conhecido por Cardeal Mazarino (primeiro-ministro do rei Luís XIV de França), Calderón de La Barca (escritor e poeta), Miguel de Unamuno (que foi, por três vezes, reitor da Universidade) e Adolfo Suárez (primeiro presidente do governo democrático da Espanha pós-franquista);

Universidade de Colônia, na Alemanha, fundada em 1388, é a quarta por iniciativa do antigo Império Germânico; é também uma das mais antigas da Europa e uma das maiores do seu país tendo tido professores e estudantes ilustres, destacando-se: Tomás de Aquino (século XIII) e Peter Grümberg (Prêmio Nobel de Física 2007).

No Brasil colonial, “um dos últimos países do mundo a permitir a instalação de uma tipografia”, e que “não conheceu por isso, nem a universidade nem a imprensa”, pode-se citar:

Universidade do Paraná, fundada em 1912; Universidade Rural do Rio de Janeiro, fundada em 1913; Universidade de Minas Gerais, fundada em 1927; Universidade de São Paulo, fundada em 1934; Pontifícia Universidade Católica de Campinas, fundada em 1941; e a Universidade Estadual do Maranhão-UEMA, transformada nesse status em 1981, entre outras mais recentes e também não menos dignas de serem mencionadas.

A UEMA, antes de ser a universidade dos tempos atuais -que ajudei a construir na qualidade de um dos seus primeiros professores, na Escola de Administração-, encampou escolas isoladas em São Luís, Caxias e Imperatriz; depois se transformou na Federação das Escolas Superiores do Maranhão, até atingir o status atual. 

A Universidade Federal do Maranhão-UFMA, onde fui professor por quase vinte anos, de 1978 a 1997, tem também a sua história, sempre, de bons serviços prestados à comunidade maranhense.

Antes de chegar ao status atual, a UFMA teve sua origem na antiga Faculdade de Filosofia, fundada em 1953, por iniciativa da Academia Maranhense de Letras, da Fundação Paulo Ramos e da Arquidiocese de São Luís. Depois de transitar por alguns outros processos de transformação somente foi reconhecida, como universidade, pela União, em 1961, agregando, sucessivamente, as faculdades de Filosofia, de Enfermagem, de Serviço Social e de Ciências Médicas, e depois, a Faculdade de Direito, a de Farmácia e Odontologia, e a de Ciências Econômicas.

Com a finalidade de implantar progressivamente a Universidade do Maranhão, o Governo Federal instituiu a Fundação Universidade do Maranhão, em 21 de outubro de 1966, legislação alterada em 1969 e 1973, tendo sido seus primeiros dirigentes: o Professor Pedro Neiva de Santana, Reitor; o Professor Mário Martins Meireles, Vice-Reitor Administrativo, e o Cônego José de Ribamar Carvalho, Vice-Reitor Pedagógico.

Seguiram-se ilustres reitores, cada qual, no seu devido tempo, agregando valor ao patrimônio material e intelectual da Instituição: Cônego José de Ribamar Carvalho (1968-1972), interino; José da Costa Mendes Pereira (1972), “pró-tempore”; Josué Montello (1972-1973), “pró-tempore”; Manoel Soares Estrela (1973-1975), vice-reitor, em exercício; José Maria Ramos Martins (1975-1979); José Maria Cabral Marques (1979-1988); Jerônimo Pinheiro (1988-1992); Aldy Melo de Araújo (1992-1996); Othon de Carvalho Bastos (1996-2003); José Américo da Costa Barroqueiro (2003), interino; Fernando Antônio Guimarães Ramos (2003-2007).

O atual reitor da UFMA, Professor Natalino Salgado Filho, que anteriormente cumpriu mandato e  foi reeleito, agora, sucedendo a professora Nair Portela, que comandou a UFMA até então, foi novamente eleito para o período de 2019-2023. À sua administração podem ser creditadas inúmeras realizações tanto no campo material quanto intelectual da Instituição.

São muitas obras concluídas ou em andamento (prédios de aulas, laboratórios, bibliotecas, auditórios, muros protetores, vias de acesso e áreas de vivência); concursos para professores e para servidores técnico-administrativos; fortalecimento à assistência estudantil; aperfeiçoamento dos processos de avaliação; desenvolvimento da pesquisa, da extensão e do empreendedorismo; internacionalização e interiorização das ações; formação de profissionais nas áreas tecnológica e de engenharia; aprofundamento da gestão colegiada da Universidade, que expandiu seus campi, cursos de graduação e  de pós-graduação, stricto sensu e em modalidades a distância.

*Economista. Membro Honorário da ALL e da ACL. Filiado à IWA e ao Movimento ELOS Literários.

 

 

 

 

 

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